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Quantos tipos de rolha existem?

01 de September de 2026 0 leituras
Quantos tipos de rolha existem?
Foto: Vitor Diniz / Pexels

O leitor Cássio Bertega nos questionou: “Comprei um desses vasos para guardar rolhas e agora me dei conta dos diferentes tipos que existem. Quantos há? Para que servem?”

O mercado hoje oferece uma gama diversificada de opções de rolhas que vão muito além da tradicional dicotomia entre cortiça e screw cap. Cada tipo de vedação apresenta características específicas que determinam sua adequação ao perfil do vinho ou então ao que deseja o produtor.

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Para se ter uma ideia, a família das rolhas de cortiça divide-se em múltiplas categorias técnicas, cada uma desenvolvida para necessidades específicas. A rolha de cortiça natural é fabricada por brocagem a partir de uma peça única de cortiça, em forma cilíndrica, geralmente usada para vinhos de guarda prolongada. As rolhas técnicas 1+1, consistem num corpo de aglomerado composto por grânulos de cortiça, com um disco também de cortiça natural em cada um dos topos, oferecendo propriedades semelhantes às naturais com custo reduzido. Já as rolhas micro-granuladas utilizam granulometria específica e adesivos alimentares aprovados, garantindo grande estabilidade estrutural e neutralidade sensorial geralmente para vinhos cuja guarda não é tão relevante.

Há ainda rolhas chamadas DIAM, cerca de 95% dela é cortiça processada; o resto é acrilato e poliuretano, sendo submetida a tratamento com dióxido de carbono supercrítico. O CO2 quente e sob pressão, na forma líquida, é o que irá limpar as impurezas químicas da cortiça moída, incluindo o temido TCA-tricloroanisol (gosto de rolha). Há também as rolhas sintéticas, fabricadas com polímeros avançados ou materiais recicláveis como cana-de-açúcar, que oferecem vedação consistente sem risco de contaminação, enquanto as screw caps (tampas de rosca) continuam evoluindo com liners de diferentes permeabilidades.

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A escolha da rolha ideal considera não apenas fatores técnicos como taxa de oxigenação e durabilidade, mas também aspectos mercadológicos e sustentabilidade, criando um ecossistema onde cada tipo de vedação encontra sua aplicação otimizada na preservação da qualidade do vinho. E vale lembrar que a ideia de que a rolha define a qualidade do vinho é um mito. A essência do vinho está no terroir, nas uvas e nas escolhas do enólogo, não no tipo de vedação.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de revistaadega.uol.com.br.

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